
Orgulho e renúnciaNão penses que a mentira me consola:parte em silêncio, será bem melhor...Se tudo terminou a tua esmolameu sofrimento ainda fará maior...Não te condeno nem te recriminoninguém tem culpa do que aconteceu...Nem posso contrariar o meu destinonem tu podias contrariar o teu!Sofro, que importa? mas não te censuro,o inevitável quando chega é assim,-se esse amor não devia Ter futurofoi bem melhor precipitar seu fim...Não te condeno nem te recriminotinha que ser! Tudo passou, morreu!Cada qual traz do berço seu destinoe esse afinal, bem doloroso, é o meu!Estranho, é que a afeição quando se acabetraga inútil consolo ao nosso fimquando penso que ainda ontem, - quem o sabe?tenha sentido algum amor por mim...Não procures mentir. Compreendo tudo.Tudo por si justificado está:- não tens culpa se te amo... se me iludo,se a vida para mim é que foi má...Vês? Meus olhos chorando estão contentes!Não fales nada. Vai! Ninguém te obrigaa dizeres aquilo que não sentes,nem eu preciso disto minha amiga...Parte. E que nunca sofrer alguém te façao que sofri com o teu ingênuo amor;- pensa que tudo morre, tudo passa,que hei de esquecer-te, seja como for...Pensa que tudo foi uma tolice...Só mais tarde, bem sei, - compreenderásas palavras de dor que não te dissee outras, de amor... que não direi jamais! ( Poema de JG de Araujo Jorge
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