domingo, 17 de abril de 2011

Perdição...
Embebe teus lábios para embriagar minha boca na tua
Deixa teus dedos brincar de desarrumar meus cabelos
Traz tua língua para passear em minha pele nua
Deita teus olhos na cama de meus desejos
Instiga tua fera contra minha carne em pelo
Arranca com teus dentes todos os meus segredos
Rasga as vestes de minha lucidez decadente
Expõe toda a nudez de minha louca emoção
Nos espelhos de teu sorriso saliente
Exorciza minha paixão nos ritos de teus pecados
Afoga minha volúpia em teus beijos indecentes
Serve-me teu prazer no cálice de teu gozo molhado
Condena-me a eterna tentação de querer-te
Para que eu viva no paraíso desta perdição
Bebendo do teu cheiro no vento de cada manhã
... Em prelúdios eternos...

(AtsocErdnaxela)
Quero...
Quero sentir a suavidade de sua pele
A delicadeza de seus toques
O frescor e o sabor de seus beijos
No impulso de seus desejos.
Quero ouvir ressoar de seus gemidos
Ver o contorno de seu corpo
Teu contorcer na hora do prazer
A sua entrega no instante em ter-me
Quero deleitar no seu suspirar ofegante
Perder-me em seus lábios sedentos
Libertar-te de teus medos
E descobrir seus segredos.
Quero desarrumar a cama
Jogar ao lado os lençóis
Queimar em tuas chamas
De um corpo que me chama.
Quero suspirar em teu corpo
Após o ápice do amor
Envolver-me em teus braços
E repousa-me do cansaço.
Ataíde Lemos
Sina...

Não retarde meu sonhar pelo esplendor das eras
Não deixe que me perca nesse deserto de emoções
Onde os abutres da solidão rapinam minha vontade
Vivi a vida andando sobre movediças dunas de ilusões
Muitos Oasis vislumbrei, vagos adejos de quimeras...

Precito em tenebrosa sina, a das madrugadas vazias
Noites sem lua, dias de eternos eclipses, vazio de sonhos
Nada é maior que essa grande noite que me abraça
Acompanhada pelos latidos boêmicos dos cães vadios
No ritmo inefável de uma poesia desprovida de graça

Trago em minha boca o travo amargo do verbo vazio
Mas minha teimosia não permite que eu deixe de tentar
Minha incansável busca pelo Amor nortea-se na esperança
Niveal flor alabastrina, capaz de sustenta a vida em um fio
Gravitam em seu orbe, toda fé, toda virtude, todo sonhar

Ei de encontrar um sol para escaldar meu peito
Uma fonte de água cristalina que reflita o céu
E o céu nela se reflita, acolhendo meus desejos
Então caminharei pelas areias dessa nova verdade
Deliciando-me no Oasis de teu coração

Minha real sina é ver teu sorriso espargir-se em minha alma
Teus olhos plenos de Amor, brilhantes como perolas ao sol
Entontecer-me nos passos de tua dança, leve como flores tenras
Amar-te além dos versos de Saramago, ou ate mesmo de Caio
Um Amor Sacro e lúbrico nimbado de uma paixão definitiva

(AlexSimas)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Nas canções

Nas canções viajo em emoções
Para saborear infinitas fantasias
Construo castelos de inspirações
E deleito em delirantes poesias.

Nas canções fluem sentimentos
Que apelam para alma a alegria
Em viver intensos momentos
Compondo memorável magia.

Nas canções entrego o coração
Dando-lhe asas para voos rasantes
Ao encontro com sua aspiração
Vivendo as paixões de instantes.

Nas canções saio da realidade
E entro numa historia de amor
Existente na minha interioridade
Degustando o prazer do seu sabor.
Ataíde Lemos



Na luz das estrelas


Em vão eu te procuro,
e na ânsia de te encontrar
sinto-o em toda parte.
No ar que respiro,
na musica suave que encanta
no barco deslizando ao sabor da brisa.
Levanto o olhar e julgo ver-te a sorrir
na luz de alguma estrêla.
Às vezes creio ouvir, o canto de algum pássaro
a me chamar de louca,
sinto no meu corpo o desejo,como matinal perfume
alongo os braços ao teu encontro
e vejo somente o vácuo dos espaços...
e assim nesse delírio atroz
vejo-te em toda parte e não te vejo nunca,
porque és como as miragens do deserto,
estás longe, muito longe, quando o julgava perto.....




Nilde C.C.Palma
Perdido


Não sei qual caminho devo seguir
Qual a direção mais certa tomar
Se continuo permitindo o coração alimentar
De fantasias deixando-o se iludir
Ou dar-lhe um golpe final
Mesmo que sofra intensa dor
Para não viver a ilusão de um amor
Que morreu, mas, que está a assombrar
Os sentimentos, provocando sempre
Alucinações, mentiras e falsas ilusões.


Dói meu coração numa dor infinita
A angustia pelo que não mais pode ser
Queria poder arrancar esse amor
Do meu peito,como se possível fosse
Quem me dera dizer que esse sentimento
Foi apenas uma ilusão
Mas me perco em sonhos confusos
Que me levam pelas noites sem rumo
Onde só o silêncio me faz companhia
Por perdido encontrar-me no caminho.

Ataíde Lemos e Loivielger
A felicidade
*
Se a felicidade existe há de ter
sorrisos sem lágrimas ocultas;
há de ter essências perfumadas
generosamente distribuídas
fazendo de todos os dias,
dias especiais.
*
Se a felicidade existe
todo mundo poderia ser poeta
com direito à se construir
um mundo paralelo de fantasia
de sonhos e poesias.
*
Se a felicidade existe
mesmo os pequenos momentos
devem proporcionar grandes instantes
que deixem um prazer imenso,
ainda que o tempo siga avante
conserve a alegria no presente.
*
Ah! a felicidade existe
basta olhar no sorriso de uma criança
na sensibilidade de uma poesia
ou no encanto do sol que brilha
em olhos apaixonados.
*
Loivíelger e Ataíde Lemos



DESEJO TE AMAR


Eu preciso lhe confessar,
Que você, fez eu me apaixonar,
Isto eu lhe digo, sinceramente!


Você pode acreditar
O quanto eu desejo lhe amar,
Lhe amar! Assim.. Alucinadamente.


Gostaria de com você estar.
E poder, lhe beijar, lhe abraçar,
E sentir o teu corpo quente,


Juro! Eu quero amor lhe dar,
Bem mais que tu possas sonhar,
E eu possa, lhe ver contente...


Elcio Moraes