terça-feira, 21 de outubro de 2008

TEIA
O tempo parece o minuto rasgado
A hora mais nua O dia mais cru
O tempo nunca diz sim ou não
Só te da supapos na cara
Joga confetes Beija o teu rosto
Ou atira balas no teu corpo nu
O tempo ri que nem macaco
Te coloca nariz de palhaço
E te joga aos leões no grande estádio
O tempo te gruda no caramujo
Te veste num casco de tartaruga
Ou te coloca asas no pé
O tempo aperta o teu cinto
Enferruja os teus óculos
E te presenteia com uma folha de papel
E o tempo vai o tempo...
Quando tu contas os dedos
Quando lês o livro pelo final
Quando sabes que o amanhã é o novo dia
E o tempo é só no tempo...
No farfalhar da borboleta
No estouro do balão
No desenhar daquele sorriso na caixa de papelão
PAULO MIRANDA (A Folha)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

HORA DE SILÊNCIO"
Ah, como eu queria
afundar-me na água dos teus olhos,
na tempestade dos teus beijos,
contigo naufragarno oceano do amor.
Porque não vensnesta hora de silêncio
bater à porta do meu ser?
Espero-te como a noite deseja a madrugada
Vem!enquanto o tempo não apaga esta chaga!
(LuizaCaetano)
Ardem-me os olhos da poeira do tempo! e a flor na boca sem o teu beijo! Dói-me o escuro da solidão na expectactiva ensanguentada de te esperar! Galgo o abismo entre as margens distantes saltando a fronteira das minhas limitações. Entretanto, a emoção é uma abortada fantasia cada dia bebida numa taça de esperança. (LuizaCaetano)

sábado, 26 de julho de 2008


A dor!

Fagulhas cortantes!Os sentidos entorpecem e calam...A dor.Na memória várias cenas se amontoam.A retina perde o foco...Só o esconderijo do tempo me consola.Portanto, lá estou:Inerte, sem vida e dentro de mim.Alma perdida só se reencontra na fé,alimento que faz renascer seres infelizes.Mas, ainda não penso em voltar...A chama da vida quer se extinguir,esqueci até de clamar a meu Deus.A dor já tomou anestesia e no fundo calou,só a companhia da solidão me restou.No silêncio que posso guardar meus segredos,uma doce vontade de dormir...Sem precisar nunca mais amanhecer.

Mônica Galdino,

Linda mulher!

Desço escadarias de pedras,vislumbro um imenso e inusitado jardim.Como num conto de fadas,avisto um lago, flores e encantados duendes.O cheiro de perfume e incenso no ar,penetra e desperta sensações.Vou lavar minha alma na água...Esperar o corpo secar ao sol.Ao espiar por entre as frestas das árvores,encontrar o divino em mim.Esse jardim é miragem criada,quando na vida não pude me olhar.Na fantasia do encantado me escondi,de mim, do real e da dor.Mas na melodia da paisagem vibrante,reajo com emoção à vida em flor.A noite vai tomando conta do espaço...Faz silêncio naquele conto de fadas,desaparece o vestido de estrelas e contas de cristais.Sem roupa estou.Com a alma lavada e despida,posso elaborar nova paisagem,onde hei de um espelho achar...Para minha linda mulher enxergar.

Mônica Galdino,

segunda-feira, 30 de junho de 2008


AMOR IMPOSSIVEL

Marcial Salaverry

Algo que será sempre motivo de lamento...

O amor impossivel é um doce tormento

,que à vida, pode até dar um novo alento,

A ninguém se confessa a quem pertence o pensamento...

Algo que se guarda com sentimento,

mesmo sentindo forte ressentimento...

TEU OLHAR... TEU DESEJO

Marcial Salaverry

Encontrei-te pronta para o amor...

teu olhar carregado de desejo,

ansiava por meu beijo...

Toquei teu corpo, senti teu odor...

Esse perfume... acende meu desejo...

Amar-te é o que almejo...Quero beijar-te...

Quero amar-te...Tocar teu corpo com todo

meu carinho,por ele com meus dedos,

passear devagarinho...Lentamente...

suavemente...sem pressa... docemente...

Todo teu corpo acariciar... Teu sexo beijar..

.Quero assim te amar...Ah!!! Esse teu olhar...

Fez-me assim te desejar...

As estrelas lá fora a brilhar, nosso amor

irão testemunhar...quero fazer-te de paixão

delirar...Espere-me... vamos nos amar...

DEIXE-ME NAMORAR-TE

Marcial Salaverry

O que esperas de mim?Para namorar-te de tudo sou capaz,
pois assim tiras-me a paz...Fico manhoso, fico dengoso,fico
até amoroso...Levo-te para onde quiseres,vamos viajar,
vamos passear, se é o que queres...Se quiseres amor,vamos para cama,
que é o melhor lugar para quem se ama...Deixe-me namorar-te...
Prometo para sempre amar-te...Serás minha criança mimada,
serás minha mulher amada...Quero amar-te bastante,
quero ser teu amante...Farei muita besteira,se não quiseres ser
minha companheira...Quero contigo dormir, e estarao teu lado
quando acordar...Para dar-te a atenção devida,quero estar contigo
por toda a vida...Deixe-me namorar-te...Para sempre quero amar-te...
Unindo nossos corações,curtindo nossas paixões...Saboreando nossos
beijos,satisfazendo nossos desejos...Quero amar-te sem demora,
pois para o amor não existe hora...

Se tu vieres me ver

Branca, esquálida, página desbotada.

Acaso pensas que a ti me entregarei?

Retira-te, não me fere tua adaga afiada.

Quero estar só, na escuridão que criei.

Destas lágrimas que pensas estar a escorrer

Uma gota sequer vou te dar, engolirei.

Chora minha alma, triste padecer..Mata-me

a saudade, os beijos que não dei.Oh morte precoce

dos sentimentos Teu amor era obscuro, puro

fingimento.Rondam tormentos, este querer e não te ter

Enterrarei as negras rosas outrora cheirosas

Destas vestes fúnebres e tão odiosas,Na esperança

latente de que tu venhas me ver!
Tânia Mara Camargo.

Estranho querer

Pode a noite desnudar os amantes

Proclamar estrelas, desfazer as teias

Dilatar as veias, ocultar semblantes

Dos lobos aprisionados que receias

Na escuridão há os castelos de areia

Sonhos e ilusões que tanto desdenhas

Meus olhos negros tua alma clareia

E revela teus piores medos em resenhas

Estranho querer que profanas

Destituído de calma e permissão

Cego de desejo em frases mundanas

Sem compostura violentas a razão

Cama ao chão, cenas insanas

Denunciando quão grandiosa é a paixão!
Tânia Mara Camargo.