segunda-feira, 30 de junho de 2008


Estranho querer

Pode a noite desnudar os amantes

Proclamar estrelas, desfazer as teias

Dilatar as veias, ocultar semblantes

Dos lobos aprisionados que receias

Na escuridão há os castelos de areia

Sonhos e ilusões que tanto desdenhas

Meus olhos negros tua alma clareia

E revela teus piores medos em resenhas

Estranho querer que profanas

Destituído de calma e permissão

Cego de desejo em frases mundanas

Sem compostura violentas a razão

Cama ao chão, cenas insanas

Denunciando quão grandiosa é a paixão!
Tânia Mara Camargo.

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